Por Matias Borba
Perdemos
o senso de preservação de nossa intimidade em nome da busca por autoafirmação!
Nunca fui muito fã de certas redes sociais que se tornam
maléficas ao ser humano quando mal utilizadas, mais especificamente o Facebook.
Em se tratando de redes online, sou mais atraído pela objetividade do Twitter, por seu poder de alcance em tempo real em conexão com o mundo.
Em se tratando de redes online, sou mais atraído pela objetividade do Twitter, por seu poder de alcance em tempo real em conexão com o mundo.
Sou fã do Instagram, descobri na fotografia uma forma de terapia
incrível (eu disse fotografia, não imagens); a arte de registrar momentos,
pessoas, lugares que nunca mais serão os mesmos é fascinante. Além do fato de
caminhar para o casamento com uma jornalista fã da arte da fotografia e do
fotojornalismo, faz com que a prática seja não apenas um hobby, mas a observância
da singeleza da vida, seus males e bens e os encantos da criação divina.
A exibição e exposição de tantas imagens com todo este aparato
tecnológico fez com que as pessoas perdessem o senso de preservação da própria
imagem e se deixassem levar pela necessidade de se auto afirmarem. Não há mais
bom senso nem o respeito próprio quando o assunto é a exposição em redes
sociais.
Essa semana vimos a que nível absurdo chegamos quando temos a
necessidade de chamarmos a atenção de outros: a divulgação das fotos onde o corpo
de um cantor sertanejo era preparado para seu funeral, bem como as de sua
namorada, banhada em sangue após um acidente fatal em seu automóvel.
Divulgações assim se tornaram comuns, mas em se tratando de uma pessoa pública,
o caso ganha certa notoriedade.
Entre as necessidades mais básicas do ser humano, amar e ser
amado está entre as principais. Mas o que se vê hoje nas redes sociais,
entretanto, a realização desse desejo se manifesta através das curtidas, dos
"likes" nas imagens publicadas. Caso esta imagem não obtenha o
"reconhecimento" pretendido, no plano real os mais diversos conflitos
emocionais são desencadeados.
As relações humanas vem se tornando muito superficiais. A noção
de intimidade está se esvaindo diante do desejo de auto afirmação a qualquer
custo. Para pessoas com este comportamento de se exibirem sem medirem custo e consequências,
uma boa companhia, uma conversa, o simples ato de tomar um bom vinho com o
parceiro (a), ir a um jantar bem acompanhado não é suficiente para proporcionar
satisfação e prazer, é preciso que o olhar alheio numa rede social determine se
aquele momento é de fato bom ou não. Os "likes" determinarão a
satisfação do momento.
A psicologia em si vai sempre pelo caminho do auto conhecer,
apreciar o que de fato lhe dá prazer e satisfação, sem a interferência externa
de um mundo que se modifica a cada minuto, da opinião que já não é a mesma de
dez minutos atrás.
É fundamental ter cuidado com o que se posta na internet. É fundamental conhecer e saber o que proporciona prazer a si mesmo, sem a necessidade de uma autoafirmação de acordo com o que o sistema a nossa volta determina que seja necessário para a felicidade.
É fundamental ter cuidado com o que se posta na internet. É fundamental conhecer e saber o que proporciona prazer a si mesmo, sem a necessidade de uma autoafirmação de acordo com o que o sistema a nossa volta determina que seja necessário para a felicidade.
Usar as redes sociais de forma saudável faz parte da era em que
vivemos mas, o grande problema é deixar-se dominar pelo desejo insano de
"ser alguém", apenas para fazer parte de um grupo social ou ter
status. Este tipo de comportamento é o mesmo que cavar para si, um abismo
escuro e profundo de depressões e dependência de prazeres passageiros e fúteis.
Pense nisso.
Matias Borba
